terça-feira, 18 de março de 2014

A Crônica do galo



Algumas Histórias que lemos ou ouvimos vida afora, nos chama a atenção e nos marcam pela simplicidade e intensidade de algum fato ou atitude envolvida na história em si. Lembro-me de uma história que ouvi durante o Geração 97, da história de uma irmã do sertão nordestino, que vivia de renda da venda de chup-chup, que vendeu um galo para salvar um programa de rádio daquela região . Por incrível que pareça esta história me persegue até hoje, pelo drama e desprendimento ligado àquela ação de doação. Como não tinha dinheiro para ofertar, foi no quintal, pegou o galo pelo pescoço e fez uma rifa de sorteio para salvar um programa de rádio que transmitia programa de propagação Evangélico cristão para um número significativos de cidades a um custo mensal também significativo, levando em consideração a realidade sócio econômica dos cristãos daquela região. 
Aquela atitude ecoou Brasil e mundo afora através do Pr Jeremias Pereira, e terminou de forma surpreendente com uma igreja nos Estados Unidos ou Canadá presenteando aquela irmã com uma oferta generosa de uma geladeira.  Não sou fã de galo nem pertenço a nenhuma sociedade protetora de animais, mas se levarmos em consideração o ambiente onde se deu esta história e os personagens envolvidos, talvez ficássemos um pouco constrangido. A pobreza existente em algumas regiões do país nos faz pensar que um galo é um artigo (???) de grande valor para ser dispensado. Galo serve tanto para a reprodução como para apreciação (na panela), inclusive por mim... Quem habita o sertão muitas vezes é desprovido de recursos e bens. A agua, alimentação, recursos financeiros e possibilidades são sempre escassos. Diante destas e muitas questões o que ofertar para promover a obra do reino de Deus?? Será que o pouco pode ou será suficiente para algumas das tantas demandas missionárias?
Histórias semelhantes a estas existem para nos ensinar o valor do desprendimento e da simplicidade
O que pensar do menino com 4 pães e 3 peixinhos? E da mulher pecadora que pegou um frasco de grande valor e derramou nos pés de Jesus. A grande demonstração de fé não veio como um insight de um  negócio. Eu dou para Jesus, depois Jesus me recompensa em dobro.... Eles não pediram nada em troca, não pediram milagre, não constrangeram Jesus a recompensá-los. Não se insinuaram e nem pediram nem um favor sequer. Mas Jesus que é bondoso e gracioso percebeu nestas vidas um paradigma de vida a ser marca nos dos  Seus verdadeiros discípulo. Jesus achou que aquelas pessoas precisavam ser honradas de alguma forma, e deu ordem aos seus discípulos, que esta registrado em Mt 26.8 que onde o Evangelho do Reino fosse pregado, a história daquela mulher deveria ser contada, não para memória Dele apenas, mas para a memória daquela mulher. Fico pensando que a repercussão do ato desta mulher pecadora aos pés de cristo  foi imediato e posterior. Num primeiro momento toda casa ficou marcada com o perfume de cristo. Os que estava ali foram também marcados com este perfume. Posteriormete aquele perfume acompanhou o Senhor Jesus, quem sabe até a cruz... Numa posteridade, aquele perfume ficou associado ao aroma de Cristo...
Precisamos aprender a honrar a Deus com o que possuímos. A avareza é um pecado presente de certo modo em todos nós. Talvez com um pouco mais de intensidade em mim e em alguns outros. E é sempre bom reconhecermos que esta é uma dificuldade de qualquer cristão. Tenho certeza que aquela mulher pensou nos denários que estaria dispensando ao quebrar aquele vaso. Aquele menino também pensou que ficaria sem o lanche dele e com fome pelo resto do dia. E aquela irmã que vendeu o galo??? Fico pensando com meus botões, qual foi o questionamento do marido, filhos parente e vizinhos desta seguidora de Cristo:
- Voce vendeu o galo da família??? Aonde você estava com a cabeça? Como vamos gerar cria daqui p frente??
- Que absurdo!!!  Onde já se viu fazer rifa na igreja....
- Isto é Bíblico.
- Isto é ridículo!!
- Vamos ouvir um programa evangélico que foi salvo com uma rifa de galo....
- O que é isto para o tamanho da necessidade deste ministério
-  Será que não seria melhor ter feito um cozido com o galo??....

Precisamos aprender a nos doar, e a oferecer a Deus o  pouco do muito ou o suficiente que Deus nos tem dado. Quanto as recompensas... Bem, deixe isto a cargo de Jesus


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