O SURGIMENTO DAS ESCOLAS DOMINICAIS
Por: Iran Al. Silva
A Escola Dominical surgiu no
final do século XVIII na Inglaterra como um projeto de ação social e opção de restauração e integração cristã e social de crianças e jovens
delinqüentes que viveram no período e contexto da revolução industrial.
Durante esta época a Europa vivia
um período de intensa recessão econômica,
e como modo de reverter e modificar esta situação, a Inglaterra se pôs numa agitada e atinada força de superação econômica, o que levou a massa de seus trabalhadores
a trabalharem numa jornada de trabalho que ia de domingo a domingo. Como
conseqüência, desenvolveu-se uma sociedade estressada que acabou culminando no
aumento da delinqüência e da criminalidade urbana, tanto nas regiões centrais como nas periferias, o que incluía principalmente as faixas
etárias infantis, adolescentes e juvenis.
Diante de tal realidade e incomodado com esta situação, o jornalista e cristão da igreja anglicana “Robert
Raikes”, que inconformado com esta situação de violência urbana, rebeldia
e delinquência, propôs um projeto de educação nos dia domingo, voltado a princípios para alfabetização de crianças,
adolescentes e jovens que trabalhavam em minas de carvão da região, o qual não possuíam
oportunidade de crescimento, de formação e de ascensão social. Surge desta forma o projeto das Escolas Dominicais, que mais adiante ganha notoriedade nas igrejas de herança protestante no mundo todo.
Nas EBDs (Sigla para Escolas Bíblicas Dominicais) tinha-se aulas aos domingos
das 10 hs as 2 da tarde, e incluía aulas de alfabetização, literatura (o qual
incluía leitura e analise do livro de Jonh Bunniam – O peregrino), matemática,
educação moral e cívica, e ensino religioso, com ensinamentos dos evangelhos e
do sermão do monte (Mt 5-7).
Muito embora Raikes tenha sido um
instrumento de restauração social para muitos desafortunados de oportunidades,
a história que envolve o projeto que encabeçou, sofreu muitas oposições, em que
foi acusado de profanar o dia do Senhor, fazendo escolas de ensinos em pleno
domingo. O que muito de seus opositores, os quais eram cristãos principalmentes
não viram, é que 30 anos mais tarde, o seu projeto tinha beneficiado cerca de
1.250.000 pessoas só na Inglaterra - cerca de 25% de sua população. Isto sem levar em consideração a influência para o
surgimento das escolas dominicais ao redor do mundo, inclusive na Estados Unidos, América Latina, incluindo o Brasil. Na Inglaterra, a diminuição da criminalidade e de crimes de delinqüência
diminuíram consideravelmente graças a este projeto de restauração e de
oportunidade de formação.
Vivemos atualmente um modelo de
Escola Dominical um tanto decadente. Falta de proposta pedagógica com
programas desadequados para os níveis de alunos. A maioria dos recursos de
revistas ficam focados em temas específicos, sem se preocupar com a abrangência
da bíblia, deixando isto a cargo dos seminários, a maioria dos professores não
sabem a diferença entre um estudo expositivo e temático, e isto é serio, pois
os ensinamentos fundamentais da fé cristã depende em parte deste tipo de
conceituação.
Que a história da Escola
Dominical nos ajude a encontrar novos rumos para o ensino pedagógico da igreja,
com propostas eficientes para promoção da sociedade no qual vivemos.
PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO EM SALA DE AULA:
1. Que lições práticas podemos tirar da história do Surgimento das Escolas dominicais no século XVIII?
2. No nosso modo de entender, que projetos podemos dispor para tornar a EBD mais eficiente e estratégica no contexto em que vivemos?
3. Quais as dificuldades que enfrentamos para a EBD atualmente?
4. No seu modo de avaliar, a EBD tem cumprido o seu papel de prover integração e conhecimento para seus alunos e membros da igreja Local? Por quê? Que alternativas podemos empregar para isto?
PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO EM SALA DE AULA:
1. Que lições práticas podemos tirar da história do Surgimento das Escolas dominicais no século XVIII?
2. No nosso modo de entender, que projetos podemos dispor para tornar a EBD mais eficiente e estratégica no contexto em que vivemos?
3. Quais as dificuldades que enfrentamos para a EBD atualmente?
4. No seu modo de avaliar, a EBD tem cumprido o seu papel de prover integração e conhecimento para seus alunos e membros da igreja Local? Por quê? Que alternativas podemos empregar para isto?
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