quarta-feira, 15 de agosto de 2012

UM IMPORTANTE PASSO NO PROCESSO DO CRESCIMENTO PLENO

 Arrependimento

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Uma das histórias mais singulares e belas da narrativa dos evangelhos que podemos considerar é o do encontro de Jesus com a mulher samaritana. Singular e bela porque nesta história Jesus expressa sua misericórdia e graça para uma pessoa que vivia a margem mais distante de uma sociedade cheio de dilemas, contradições e preconceitos. Isto sem se falar que ser prostituta ou adultera numa sociedade moralista e tradicional como a Judaica nos tempos de Jesus era um risco de vida considerável a ser avaliado.
Está mulher, foi uma pessoa profundamente marcada pelas escolhas erradas que fez ao longo de toda uma vida. A frustração e a vergonha foi uma das conseqüências presente em sua existência.
Afinal de contas, por que uma pessoa escolhe o caminho do adultério e da prostituição como forma de vida? Por que esta mulher acaba adquirindo em sua vida complexos de inferioridade e da vergonha e de auto imagem tendo de se esconder para preservar a própria existência? Como diz Provérbio 14.12 nos ajudando a considerar esta situação “Há caminhos que ao homem parecem direitos, mas no final são caminhos de morte”.
Vemos também que nesta história além do amor de Jesus manisfesto no ato de dialogar com uma pessoa caída, pecadora, desajustada emocionalmente e cheia de frustração há também a repreensão. Isto é lógico, e ao mesmo tempo nos ensina porque não podemos evangelizar apenas com palavras de exaltação e exacração: Jesus te ama...., ou ele tem um propósito maravilho para sua vida...., ou ainda, ele vai te tornar uma pessoa feliz.... Precisamos compreender que o pecado precisa ser notado e distinguido no processo de evangelização e de crescimento da vida cristã. Porque ao contrário Jesus se torna apenas uma peça de utilidade existencial e social: trazer felicidade, alegria e promoção pessoal para pessoas com desajustes sociais, existenciais e pessoais. É por isto, como diz certa vez o Pr Marcelo Gualberto da Mocidade para Cristo do Brasil, que os evangélicos são o 2° grupo religioso que mais recorre a psicólogos e psiquiatras, atrás apenas dos Espíritas. É por isto que as cadeias e penitenciárias estão repletas de ES ‘s (Es-evangélicos, Es-assembleanos, ES-batistas, es-crentes, ou minha mãe, meu pai é evangélico, já fui....)
Jesus não dispensa o segundo princípio básico do evangelismo que é o arrependimento (metanóia), porque sem arrependimento não há salvação nem conversão e nem reconciliação. E mediante a isto faz uma pergunta fundamental a esta mulher que ajuda a esta a compreender sua realidade de vida existencial e espiritual...”Vá lá e chame seu marido... Jo 4.16” Esta é uma pergunta afirmativa e esclarecedora que aponta para a realidade de vida existencial-espiritual de nossa personagem e ao mesmo tempo para os caminhos e alternativas a serem escolhidos e percorridos por ela. É por isto que ao anteceder o ministério do Mestre Jesus a mensagem de João Batista aparece de forma destacada, pregando o evangelho do arrependimento (Arrependei-vos e convertei-vos.... Mt 3.2)
Vemos que esta mulher toma uma escolha sensata e acertada. Ela bem poderia se justificar:
- Ah mestre, você não conhece minha história, ou , você não teve os pais que eu tive, ou ainda, você não sabe o que é ter 4 ou 5 filhos para criar e ninguém para prover os recursos financeiros.....ou ainda, minha mãe é doente, .... o Senhor nunca passou fome....
Vemos que o notável nesta mulher é o coração aberto em aceitar a repreensão de Jesus em relação a sua condição de pecadora. Ela não se justificou, não driblou as palavras de Jesus. Não usou de evasivas nem de racionalizações.
Como conseqüência desta escolha em aceitar as palavras de Jesus, vemos uma mudança admirável nesta mulher a partir do versículo 16, o que vamos comentar no próximo boletim 
Vemos portanto que o primeiro passo para o crescimento pleno na vida cristã é o do arrependimento, que se destaca na busca de uma nova mentalidade de vida e de referencial de valores, centrados nas palavras e na vida de Jesus. O arrependimento é para o descrente, e ao mesmo tempo, algo que deve estar sempre presente na vida cristã, mesmo que seje num aspecto diferente do que foi no início da descoberta e da caminhada cristã.

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