sábado, 16 de maio de 2015

POLÊMICA



Leitura Bíblica: Romanos 3.5-8

Que diremos, então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De forma nenhuma! (Rm 6.1, 2a)
É impressionante como é antiga a desculpa de que “o fim justifica os meios”. No texto de Romanos que lemos hoje, Paulo dirige-se aos judeus que, de forma malandra, argumentavam: “Se o mal que eu faço serve para destacar ainda mais a perfeição de Deus, por que ele acha isso ruim e me condena?” O ser humano é craque em justificar suas ações más. A violência dos nossos dias é acobertada por esse princípio: por exemplo, cidadãos comuns chegam à conclusão de que a única forma de expressar sua insatisfação com o governo (finalidade legítima) é por meio da depredação (meio criminoso) de patrimônio público ou particular. Vejam no que deu a velha contestação dos leitores de Paulo naquela época. “Roubo por que sou pobre”, justificam-se os ladrões de hoje, “e às vezes infelizmente é preciso matar para se defender!” Em outro momento na mesma carta, Paulo menciona um segundo aspecto do mesmo argumento. Havia quem dissesse que, quanto mais se errava, mais perdão e graça Deus concedia (veja o versículo em destaque).
A lógica de que se Deus for justo e punir pecadores ele não pode ser amor (e vice-versa: se ele é amor, não poderia punir), é um velho escape humano para justificar sua falta de temor a Deus. Temer a Deus não é ter medo dele, mas considerar sua existência e vontade em todas as circunstâncias. O apóstolo Paulo deixa bem claro nos textos que lemos hoje que todo raciocínio humano busca desculpas para fazer sua própria vontade, e não a de Deus. Mas quando tememos a Deus e o levamos em conta em nossa vida, pensamentos e ações, vivemos a continuação do versículo em destaque: “Nós, os que morremos para o pecado [isto é, quem já entregou sua vida a Deus e o teme], como podemos continuar vivendo nele?” (Rm 6.2b). – MJT

Qualquer justificativa para agir contra a vontade de Deus não passa de desculpa humana.

Devocional Presente Diário  - 16 de Maio

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