CANAL DE DIÁLOGO

Frequentemente em meio a momentos
de crises pessoais, familiares, profissionais e particulares, no qual se
envolve relacionamentos, se diz que “precisamos abrir um canal de diálogo”.
Os conflitos fazem parte da vida
e dos relacionamentos humanos, seje estes justificáveis ou não. E a grande
questão que surge a parti disto é que muitas vezes quem acaba se perdendo nos
conflitos é o próprio indivíduo.
O evangelho de João narra uma das
mais belas histórias de transformação de vida, construídas a partir de um canal
de diálogo encontrado numa oportunidade da vida. É a respeito de uma mulher que
estava perdida, e perdida em 3 aspectos fundamentais da vida: Social, emocional
e Espiritualmente. Esta mulher estava perdida socialmente porque era adultera, viva sob a ameaça de apedrejamento, e tinha que fugir dos olhares maliciosos que esta condição gerava. Ela estava perdida emocionalmente porque tinha vergonha de sua condição de adultério, e carregava um peso de estigma e complexos variados que isto gerava. E era perdida espiritualmente porque muito embora descendente de Jacó, não tinha experimentado o perdão do arrependimento que só se pode obter quando o pecador encontra-se com Jesus Cristo.
Diante de tal pessoa, e movido
por íntima compaixão de amor e altruísmo, Jesus propõem um diálogo para ajudar
aquela criatura a se achar.
Primeiramente Jesus a aborda de
uma maneira surpreendente: Pedindo um copo d’água (paráfrase minha). Sabedor de
todas ás coisas, bem que ele poderia
sugerir a leitura de um Salmo, de um livro de autoajuda ou de um pensador
renomado, ou quem sabe até adesão e compromisso com o culto na sinagoga local. Nos
dias de hoje poderíamos indicar um psicanalista, um terapeuta e coisas do gênero.
Mas com aquela porção d’água Jesus
estava atraindo o foco de atenção para algo tão elementar a vida humana quanto
a necessidade de beber água. Jesus estava mostrando a ela que o fato desta
buscar água numa hora pouco comum, de forma solitária, diz que esta estava
camuflando algumas realidades da sua vida.
Sei que não precisamos mais
buscar água em calacho ou vasos de barro. Boa parte das cidades existentes é
servido por rede de saneamento básico, mas independente disto o fato é que não deixamos
de ter sede existencial, e ainda continuamos a camuflar nossa realidade.
Num segundo ato, Jesus profere
uma exclamativa a respeito de si mesmo, “se você soubesse quem é o que te pede
de beber, tu me pediria e eu te daria água viva”. Jesus neste ponto está
chamando a atenção da mulher a respeito de algo essencial para todos aqueles
que têm sede existencial. Que o ser humano só conseguirá se achar plenamente
quando puder se nutrir, usufruir, da presença
de Jesus.
Num terceiro momento, Jesus
responde maravilhosamente a uma pergunta desta mulher. Reconhecendo que estava
diante do ADONAI, esta se questiona se o problema de sua vida era a falta de
uma religião prática ou da inconveniência do local de adoração. Jesus responde que o primeiro ato da adoração
verdadeira é o de adorar o Pai em Espírito e em verdade, e num segundo momento
viver de acordo com os seus ensinamentos.
Esta mulher não somente passa no
teste mas desenvolve uma atitude Plenamente coerente com as lições que
aprendeu, vivendo de acordo com os preceitos do reino, servindo o Reino, e
divulgando o que Jesus lhe ensinou.
Como consequência sua vida ganhou
um novo significado, não mais precisa se esconder, buscar água em horas
incomuns, não mais precisa saciar sua sede existencial em relacionamentos como
os 6 maridos que ela teve.
É preciso buscar água. É preciso descobrir
que se está perdido. É preciso permitir se achar. É preciso acima de tudo beber
da fonte certa com o autor da vida Eterna.
Que você possa abrir um canal de
Diálogo verdadeiro com Jesus!
Iran PdS
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