sábado, 10 de novembro de 2012


CANAL DE DIÁLOGO




Frequentemente em meio a momentos de crises pessoais, familiares, profissionais e particulares, no qual se envolve relacionamentos, se diz que “precisamos abrir um canal de diálogo”.
Os conflitos fazem parte da vida e dos relacionamentos humanos, seje estes justificáveis ou não. E a grande questão que surge a parti disto é que muitas vezes quem acaba se perdendo nos conflitos é o próprio indivíduo.
O evangelho de João narra uma das mais belas histórias de transformação de vida, construídas a partir de um canal de diálogo encontrado numa oportunidade da vida. É a respeito de uma mulher que estava perdida, e perdida em 3 aspectos fundamentais da vida: Social, emocional e Espiritualmente. Esta mulher estava perdida socialmente porque era adultera, viva sob a ameaça de apedrejamento, e tinha que fugir dos olhares maliciosos que esta condição gerava. Ela estava perdida emocionalmente porque tinha vergonha de sua condição de adultério, e carregava um peso de estigma e complexos variados que isto gerava. E era perdida espiritualmente porque muito embora descendente de Jacó, não tinha experimentado o perdão do arrependimento que só se pode obter quando o pecador encontra-se com Jesus Cristo.
Diante de tal pessoa, e movido por íntima compaixão de amor e altruísmo, Jesus propõem um diálogo para ajudar aquela criatura a se achar.
Primeiramente Jesus a aborda de uma maneira surpreendente: Pedindo um copo d’água (paráfrase minha). Sabedor de todas ás coisas, bem que ele  poderia sugerir a leitura de um Salmo, de um livro de autoajuda ou de um pensador renomado, ou quem sabe até adesão e compromisso com o culto na sinagoga local. Nos dias de hoje poderíamos indicar um psicanalista, um terapeuta e coisas do gênero. Mas com aquela porção d’água  Jesus estava atraindo o foco de atenção para algo tão elementar a vida humana quanto a necessidade de beber água. Jesus estava mostrando a ela que o fato desta buscar água numa hora pouco comum, de forma solitária, diz que esta estava camuflando algumas realidades da sua vida.
Sei que não precisamos mais buscar água em calacho ou vasos de barro. Boa parte das cidades existentes é servido por rede de saneamento básico, mas independente disto o fato é que não deixamos de ter sede existencial, e ainda continuamos a camuflar nossa realidade.
Num segundo ato, Jesus profere uma exclamativa a respeito de si mesmo, “se você soubesse quem é o que te pede de beber, tu me pediria e eu te daria água viva”. Jesus neste ponto está chamando a atenção da mulher a respeito de algo essencial para todos aqueles que têm sede existencial. Que o ser humano só conseguirá se achar plenamente quando puder se nutrir, usufruir,  da presença de Jesus.
Num terceiro momento, Jesus responde maravilhosamente a uma pergunta desta mulher. Reconhecendo que estava diante do ADONAI, esta se questiona se o problema de sua vida era a falta de uma religião prática ou da inconveniência do local de adoração. Jesus  responde que o primeiro ato da adoração verdadeira é o de adorar o Pai em Espírito e em verdade, e num segundo momento viver de acordo com os seus ensinamentos.
Esta mulher não somente passa no teste mas desenvolve uma atitude Plenamente coerente com as lições que aprendeu, vivendo de acordo com os preceitos do reino, servindo o Reino, e divulgando o que Jesus lhe ensinou.
Como consequência sua vida ganhou um novo significado, não mais precisa se esconder, buscar água em horas incomuns, não mais precisa saciar sua sede existencial em relacionamentos como os 6 maridos que ela teve.
É preciso buscar água. É preciso descobrir que se está perdido. É preciso permitir se achar. É preciso acima de tudo beber da fonte certa com o autor da vida Eterna.
Que você possa abrir um canal de Diálogo verdadeiro com Jesus!

Iran PdS

Nenhum comentário:

Postar um comentário