O Movimento da Reforma Protestante foi um movimento surgido dentro da
Igreja Católica Apostólica Romana no inicio do século XVI em função de 3
questões ético-doutrinárias que serviram como estopim para a divisão da Igreja:
Posteriormente surgiram outros questionamentos ligados a estes quatro fatores, isto fora os desvios bíblicos que foram inúmeros.
- A Simonia (Venda de autorização de cargos eclesiásticos)
- A venda de indulgências (Testamentos ou certificados assinados pelo Papa que conferia perdão e liberdade para aqueles que estavam condenados no purgatório)
- O Dogma da infalibilidade papal.
- O Tribunal da Inquisição
Posteriormente surgiram outros questionamentos ligados a estes quatro fatores, isto fora os desvios bíblicos que foram inúmeros.
Muito embora se pense que a Reforma protestante esteja ligada apenas a
data a partir de 31 de outubro de 1517, é fato que este movimento foi um
processo desenvolvido por um período de tempo maior, que compreende os séculos
XIII ao XVII.
O movimento de Reforma protestante resultou na divisão da Igreja do
Ocidente entre os "católicos romanos" de um lado e os
"reformados ou protestantes" de outro; entre esses, surgiram varias
movimentos de igrejas, das quais se destacam o Luteranismo de Martinho Lutero (que pouco ou nada tem a ver com a Igreja Luterana nos dias atuais), as igrejas reformadas e os Anabaptistas. A Reforma teve
intuito moralizador, colocando em plano de destaque a moral do indivíduo
(conhecedor agora dos textos religiosos, após séculos em que estes eram o
domínio privilegiado dos membros da hierarquia eclesiástica). Sua principais
figuras foram Jonh Huss
(1370-1415), Martinho
Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). A resposta da
Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma.
A Reforma Protestante é para
ser entendida num sentido mais extenso: ela denomina a exortação ao regresso
aos valores cristãos de cada indivíduo". A Igreja havia criado um
meio de salvação no qual para ser salvo, o homem deveria passar por uma série
de passos e rituais nos quais, além de Jesus, havia a intercessão de santos, a
necessidade de penitências e o pagamento de indulgências que comprariam um
pedaço do céu. A Reforma redescobriu o papel de o próprio indivíduo poder se
achegar a Deus, e obter o perdão e a sua salvação. Proclama-se, com a Reforma,
que o homem seria salvo pela fé e não por obras da carne.
"A reforma cristã, em toda a sua diversidade, aparece centrada na teologia
da salvação. A salvação, no cristianismo, é forçosamente algo de individual,
diz mais respeito ao
indivíduo do que à comunidade". Este aforismo de Lutero do ano 1531
caracteriza bem a importância da história pessoal de cada um para a causa
reformadora. Lutero não é nenhum fundador de um império, ele é um monge em
busca da sua salvação. Desta forma,
"não se trata de uma questão da Igreja mas de uma questão da
salvação".
O resultado deste movimento religioso é
uma mais fervorosa observação dos princípios morais cristãos tais como eles
estão expressos na Bíblia. Os movimentos de zelo religioso que têm lugar na
Europa do século XVI são para ser entendidos no contexto do efeito
multiplicador iniciado pela invenção da imprensa por Gutenberg. Se a bíblia não estivesse agora
acessível a cada um, traduzida nas línguas e dialetos locais, compreensível aos
Europeus, tal como ela começou a surgir no século XVI, tal zelo religioso não
teria sido possível. Anteriormente ao século XVI, a bíblia era um manuscrito em
Latim, (uma língua dominada por uma minoria) do qual havia poucas cópias, que
se encontravam fechadas nos conventos e nas igrejas, lida por uma elite
eclesiástica. A grande maioria da população nunca a tinha lido. No século XVI,
ela está disponível em grandes números e nas línguas e dialetos locais. Não é
de admirar pois que a religião se torne um tema polêmico.
Iran P Silva (Apostila SEBIV)
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