segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Causas da Reforma Protestante

  

O Movimento da Reforma Protestante foi um movimento surgido dentro da Igreja Católica Apostólica Romana no inicio do século XVI em função de 3 questões ético-doutrinárias que serviram como estopim para a divisão da Igreja:

-   A Simonia (Venda de autorização de cargos eclesiásticos)
-  A venda de indulgências  (Testamentos ou certificados assinados pelo Papa que conferia    perdão e liberdade para aqueles que estavam condenados no purgatório)
- O Dogma da  infalibilidade papal.
- O Tribunal da Inquisição

 Posteriormente surgiram outros questionamentos  ligados a estes quatro fatores, isto fora os desvios bíblicos que foram inúmeros. 
Muito embora se pense que a Reforma protestante esteja ligada apenas a data a partir de 31 de outubro de 1517, é fato que este movimento foi um processo desenvolvido por um período de tempo maior, que compreende os séculos XIII ao XVII.       
O movimento de Reforma protestante resultou na divisão da Igreja do Ocidente entre os "católicos romanos" de um lado e os "reformados ou protestantes" de outro; entre esses, surgiram varias movimentos de igrejas, das quais se destacam o Luteranismo de Martinho Lutero  (que pouco ou nada tem a ver com a Igreja Luterana nos dias atuais), as igrejas reformadas e os Anabaptistas. A Reforma teve intuito moralizador, colocando em plano de destaque a moral do indivíduo (conhecedor agora dos textos religiosos, após séculos em que estes eram o domínio privilegiado dos membros da hierarquia eclesiástica). Sua principais figuras foram Jonh Huss (1370-1415), Martinho Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma.
A Reforma Protestante é para ser entendida num sentido mais extenso: ela denomina a exortação ao regresso aos valores cristãos de cada indivíduo". A Igreja havia criado um meio de salvação no qual para ser salvo, o homem deveria passar por uma série de passos e rituais nos quais, além de Jesus, havia a intercessão de santos, a necessidade de penitências e o pagamento de indulgências que comprariam um pedaço do céu. A Reforma redescobriu o papel de o próprio indivíduo poder se achegar a Deus, e obter o perdão e a sua salvação. Proclama-se, com a Reforma, que o homem seria salvo pela fé e não por obras da carne.
 "A reforma cristã, em toda a sua diversidade, aparece centrada na teologia da salvação. A salvação, no cristianismo, é forçosamente algo de individual, diz mais respeito ao indivíduo do que à comunidade". Este aforismo de Lutero do ano 1531 caracteriza bem a importância da história pessoal de cada um para a causa reformadora. Lutero não é nenhum fundador de um império, ele é um monge em busca da sua salvação. Desta forma, "não se trata de uma questão da Igreja mas de uma questão da salvação".  
O resultado deste movimento religioso é uma mais fervorosa observação dos princípios morais cristãos tais como eles estão expressos na Bíblia. Os movimentos de zelo religioso que têm lugar na Europa do século XVI são para ser entendidos no contexto do efeito multiplicador iniciado pela invenção da imprensa por Gutenberg. Se a bíblia não estivesse agora acessível a cada um, traduzida nas línguas e dialetos locais, compreensível aos Europeus, tal como ela começou a surgir no século XVI, tal zelo religioso não teria sido possível. Anteriormente ao século XVI, a bíblia era um manuscrito em Latim, (uma língua dominada por uma minoria) do qual havia poucas cópias, que se encontravam fechadas nos conventos e nas igrejas, lida por uma elite eclesiástica. A grande maioria da população nunca a tinha lido. No século XVI, ela está disponível em grandes números e nas línguas e dialetos locais. Não é de admirar pois que a religião se torne um tema polêmico.

Iran P Silva (Apostila SEBIV)

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