Certo dia, houve um grande incêndio na floresta, e
todas as áreas foram cercadas por um fogo denso. Os animais, atônitos, não
sabiam o que fazer e nem para onde correr. De repente, todos pararam e viram
que o beija-flor ia até a margem do rio, mergulhava, pegava em seu bico algumas
gotas de água, voava até o fogo e deixava a gotinha cair sobre as labaredas. O
elefante, vendo aquilo, disse-lhe: “Você está louco? Acredita que esta simples
gota pode apagar um incêndio tão grande?”. Ao que o passarinho respondeu: “Eu
estou fazendo a minha parte e se todo mundo ajudar com certeza conseguiremos
alguma coisa”.
Esta fábula foi contada diversas vezes pelo saudoso
sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, idealizador da Ação pela Cidadania
contra a Fome e a Miséria, que mobiliza o país inteiro em torno da
solidariedade e da esperança de se construírem tempos melhores para todos. A
historinha tem muito a ver com a Metodista, especialmente os seus valores e sua
missão. Como universidade comunitária, cristã e metodista, ela tem a preocupação
de não apenas formar excelentes profissionais nas diferentes áreas de
conhecimento, mas contribuir para que eles se percebam como cidadãos atuantes.
As atividades de extensão aqui realizadas são
exemplos disso. O caráter pedagógico – já que colocam os estudantes em contato
com as necessidades da população por assistência odontológica, psicológica,
nutricional, jurídica e fisioterapêutica – se associa ao exercício da
cidadania. Mesmo em áreas específicas, eles estão comprometidos em, de algum
modo, fazer a diferença. Não se trata de trabalharem isolados, mas envolver-se
em projetos que, no fundo, têm objetivos semelhantes, que são o de valorizar e
promover a vida.
O “incêndio”, para usar a figura da fábula, não é
pequeno no que diz respeito aos desafios. Mas a quantidade de beija flores está
crescendo, com a consciência da solidariedade e da cidadania. E com a
competência, alegria, criatividade e garra deles, muito provavelmente não
haverá chamas que resistam.
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